Mudanças fiscais exigem melhorias em gestão dos negócios agrícolas


Os produtores precisam de uma rotina organizada e maior controle administrativo e financeiro para conseguir gerir informações fiscais, previdenciárias e trabalhistas

A chave do sucesso de qualquer negócio é ter uma boa gestão. Esse conceito engloba manter uma rotina organizada, controlar com eficiência todos os processos administrativos e financeiros, honrar com os pagamentos de dívidas e tributos e respeitar a legislação trabalhista. De forma assim resumida, a equação até pode parecer uma meta simples de se cumprir. No entanto, na prática, as operações agrícolas estão se tornando cada vez mais complexas. O volume de informações que precisam ser monitoradas têm aumentado exponencialmente e os produtores enfrentam dificuldades para ter o controle de tudo na fazenda.

Aliado ao cenário de complexidade das operações, medidas do governo passam a exigir que a gestão das fazendas evolua e se profissionalize. Um bom exemplo disso é o Cadastro de Atividade Econômica da Pessoa Física (CAEPF). Desde 15 de janeiro de 2019, é obrigatório que todos os produtores rurais tenham esse cadastro na Receita Federal com informações sobre as atividades econômicas exercidas no campo. Outra novidade é o eSocial, sistema que unifica informações de escrituração das obrigações fiscais, previdenciárias e trabalhistas, cujo preenchimento é obrigatório para todos os empregadores.

 

A gestão precisa evoluir

Esses novos instrumentos criados pelo Estado estão mudando a rotina de muitos agricultores. “Essas exigências têm trazido certo tumulto porque não são todos os produtores que têm uma estrutura contábil interna. Agora com o CAEPF e o eSocial será o começo de tudo, o produtor rural vai ter um cadastro na Receita Federal e precisa ter um bom controle de informações trabalhistas”, afirma Ronaldo Teixeira, sócio-diretor da consultoria Mprado, de Uberlândia (MG). “A partir da criação desses instrumentos vai se exigir profissionalização. O produtor vai ter que se modernizar e estruturar a gestão do negócio.”

De acordo com o especialista, os produtores, especialmente os pequenos agricultores que não contam com o auxílio de consultorias, têm que ter como apoio o escritório de contabilidade, ou mesmo o sindicado da categoria para buscar orientação para atender às novas exigências legais. É necessário ter mais cuidado para gerir e declarar as informações da fazenda. “O produtor rural passou a ser uma empresa como qualquer outra. Todas as informações contábeis e trabalhistas estarão nas mãos da Receita Federal e isso aumenta a complexidade de condução da gestão”, explica o sócio-diretor da MPrado.

Segundo Teixeira, com o eSocial, o governo vai simplificar processos e terá um banco de dados unificado. Mas se as informações enviadas pelo produtor não forem condizentes com a realidade, ele poderá enfrentar problemas. “Até agora, a atividade rural era uma incógnita, mas com o eSocial vai aumentar muito o poder da Receita Federal em cima do produtor rural”, diz Teixeira. “O produtor rural vai ter que trabalhar como uma empresa pessoa jurídica comum. A Receita vai ter todas as informações na mão e vai cruzar dados trabalhistas, econômicos e previdenciários. Qualquer desconformidade com as novas regras pode gerar autuação.”

Outra mudança prevista é que, a partir de abril de 2020, os produtores rurais com faturamento acima de R$ 3,6 milhões no exercício de 2019, terão que apresentar livro caixa digital mês a mês. O ideal é que os produtores dominem os controles administrativos e financeiros da fazenda e organizem a gestão do negócio para respeitar as novas regras. “Independentemente do tipo de cultura, as exigências são as mesmas. O produtor vai ter que se preocupar com as suas transações mês a mês. Isso exige mais organização financeira e administrativa”, diz Teixeira. “Hoje uma boa gestão financeira tem o mesmo peso da produção agrícola, está com o mesmo nível de importância da produção de grãos.”

 

Como melhorar a gestão da fazenda?

A boa gestão engloba áreas distintas em um negócio agrícola. O produtor deve zelar pela área administrativa, que envolve os processos internos da empresa, como os departamentos de compras e de recursos humanos. Já a área financeira abrange todas as questões de capital, como o planejamento de investimentos em benfeitorias para a fazenda, o controle dos custos de produção e o fluxo de caixa. A Rede AgroServices auxilia o produtor a melhorar a gestão, oferecendo serviços que podem ser resgatadas por pontos, veja todas as ofertas aqui.

Para que o negócio tenha resultados positivos, não se pode negligenciar o fluxo de processos administrativos e financeiros. “O maior problema para o produtor hoje é a questão financeira, que precisa ser valorizada. Observamos um problema sério de endividamento e dificuldade no estudo de viabilidade de novos investimentos, de investir na hora certa”, afirma Teixeira. “O produtor se preocupa em ter novas tecnologias, novos equipamentos, novas variedades mais precoces e produtivas e muitas vezes se esquece da parte administrativa e financeira.”

A principal recomendação é contar com ferramentas para gerir os processos, como softwares de gestão, chamados de ERP (Enterprise Resource Planning ou Sistema Integrado de Gestão Empresarial). Há ofertas de softwares de gestão que podem ser resgatados por pontos na Rede AgroServices, confira aqui. Além disso, o produtor pode buscar a ajuda de especialistas para diagnosticar os problemas de gestão na fazenda e propor soluções. Um exemplo é o serviço Fazendas em Números oferecido pela consultoria MPrado, que pode ser resgatado por pontos da Rede AgroServices aqui.

Compartilhe!

COPYRIGHT © REDE AGRO S.A - Última atualização: 09/09/2019 (1.0.3225)