Produção e qualidade do algodão podem avançar no Brasil

Produtores estão apostando em aumento de área plantada e estão otimistas para a safra 2018/19


A qualidade do algodão é um fator essencial que determina o destino da pluma. Fibras de alto padrão são mais valorizadas pela indústria têxtil, sendo cobiçadas pelos compradores para exportação. Elas garantem maior maciez ao toque e são destinadas para a produção de tecidos nobres. Por outro lado, fibras com qualidade inferior dão origem aos tecidos de algodão mais rústicos. As condições desse produto agrícola durante a etapa de beneficiamento nas algodoeiras determinam a precificação da matéria-prima e remuneração ao agricultor.

 

Qualidade do algodão

A qualidade do algodão significa um reconhecimento do trabalho e dedicação do produtor rural. Embora o clima impacte no desenvolvimento das plantações de algodão, o produtor é responsável pelo manejo da lavoura. O investimento em tratos culturais adequados e um beneficiamento cuidadoso são fatores de peso para quem deseja produzir uma fibra de alta qualidade (precisa de auxílio para melhorar a qualidade do algodão? Contrate serviços de agroespecialistas por meio do resgate de pontos na Rede AgroServices aqui).

O produtor de algodão Celso Minozzo é um exemplo de agricultor que está sempre buscando produzir mais e melhor, elevando o padrão de qualidade do algodão a cada safra. “A qualidade intrínseca da pluma é fundamental. O comprador quer saber se a fibra tem resistência, qual é o comprimento da fibra, micronaire, grau de refletância. São muitos detalhes de qualidade avaliados”, diz Minozzo.

 

Análise HVI

Para descobrir a qualidade do algodão e definir a venda, os produtores estão habituados a buscar testes laboratoriais, investindo sempre na análise HVI, uma classificação instrumental que na sigla em inglês significa High Volume Instruments. “Fazemos uma classificação visual no momento do beneficiamento só para empilhar o algodão. Mas a avaliação para vender e exportar é resultado de vários parâmetros e precisamos de um laboratório de confiança e certificado. Não tem como vender algodão sem análise HVI”, conta o agricultor.

Há muitos anos, Minozzo é cliente do laboratório Kuhlmann, um dos maiores laboratórios de análise de algodão do Brasil e que possui três unidades em operação no Mato Grosso. “É um laboratório grande e próximo, que fica em Sapezal. Ficamos a 100 quilômetros do laboratório, então a logística é boa. Todo dia mandamos amostras e o resultado sai rápido”, conta Minozzo. A rotina do agricultor ficou mais confortável quando ele descobriu que poderia contratar o serviço de análise HVI por meio do resgate de pontos na Rede AgroServices. Desde 2018, ele realiza resgates na plataforma digital da Bayer, está satisfeito e recomenda o serviço. “Começamos a pagar com pontos e o serviço continua ótimo. O bom é que estamos economizando, é uma fatura a menos para pagar”, diz o agricultor.

 

Expansão do algodão em Mato Grosso

Minozzo é catarinense e se mudou para o Mato Grosso há cerca de quatro décadas para se dedicar à agricultura. Ele acompanhou o histórico de prosperidade do algodão segunda safra e observou a região de Campo Novo do Parecis se tornar um importante polo produtor da pluma. “Na primeira safra eu planto soja e chove mais. Na segunda safra o clima é mais seco e bom para o algodão, nunca tive registro de perdas”, diz Minozzo. Para a safra 2018/19, estima-se um crescimento de 34,9% no cultivo de algodão em Mato Grosso, com área plantada de 1.049,3 mil hectares, ante 777,8 mil hectares na safra passada, de acordo com levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento em fevereiro.

Se depender de Minozzo, o algodão vai avançar na região. Na segunda safra de algodão 2018/19, ele ampliou a área plantada de 3.400 hectares para 4.500 hectares. Além disso, realizou investimentos na algodoeira para melhorar o beneficiamento e está otimista. Com a estimativa de avanço na produção, Minozzo também pretende realizar um volume maior de análises HVI e planeja economizar novamente, utilizando ao máximo a sua pontuação na Rede AgroServices para o resgate do serviço laboratorial. “Geralmente fazemos cerca de 500 fardinhos por dia. Mas nesta safra devemos ficar com uma média de 1000 amostras por dia para análise HVI. Acredito que vamos chegar a 120 mil análises durante a safra, durante o beneficiamento entre junho e dezembro”, afirma Minozzo.

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COPYRIGHT © REDE AGRO S.A - Última atualização: 09/09/2019 (1.0.3225)